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Luiz Gonzaga, a obra prima do baião.

Moreninha Tentação

Luíz Gonzaga

Há duas coisas na vida
Que me enche o coração
O olhar dessa morena
E dançar o meu baião
Morena tu me iluduste
Me fazendo tanta dor
Deixando, muita saudade, moreninha
Moreninha, meus amo
Ai morena
Moreninha tropical
Ai morena
Tua ausência me faz mal
Ai morena
Moreninha tentação
Como é que vou viver, moreninha
Sem amor e sem baião

Jorge, o Amado escritor brasileiríssimo!!

Jorge Amado de Farias nasceu em 10 de agosto de 1912, em Itabuna, Bahia. Passou a infância entre sua cidade natal e Salvador.

É representante da segunda fase do Modernismo no Brasil, voltada aos romances regionalistas. No entanto, a obra de Jorge Amado é dividida pelos críticos literários em: 1. romances da Bahia ou proletários que retratam a vida na cidade de Salvador, como é o caso de Suor, O país do Carnaval e Capitães da areia. 2. romances ligados ao ciclo do cacau, que correspondem aos livros Cacau e Terras do sem fim. 3. crônicas de costumes, começadas com Jubiabá e Mar Morto e estendendo-se por Gabriela, cravo e canela.

José Saramago, agora um sonho.

Um sonho

Por José Saramago

Nunca vi a pessoa em questão, nunca lhe falei, não tem nem teve jamais lugar no círculo dos meus interesses, quer imediatos quer distantes, e para que tudo fique dito em meia dúzia de palavras, considerando os anos que no passado levei ouvindo ou lendo este nome, nem sequer sei se está vivo. Refiro-me a um editor português, Domingos Barreira, que na noite passada veio visitar-me no meu sono. Aliás, não cheguei a vê-lo e, se o visse, não saberia que cara lhe haveria de pôr. O que ele fez foi enviar-me uma secretária com o recado de que gostaria de encontrar-se comigo para conversarmos sobre coisas passadas. Que coisas passadas fossem elas, ainda estou para sabê-lo, porque, apesar do encontro ter ficado aprazado para o próximo fim-de-semana, não se falou de local. E, como se isso fosse pouco, acordei, e, quando acordei, a secretária não estava ali.

Agora, que venham os doutores da academia explicar-me este sonho sem causa aparente nem motivo que se perceba. Salvo se se quiser aceitar uma ideia minha, antes lhe chamaria convicção, a de que a doença que há um ano e tal esteve a ponto de levar-me deu uma volta à minha cabeça, desarrumando as memórias e voltando a arrumá-las por outra ordem e poderá ter sido, também ela, a responsável por este insólito sonho. Infelizmente, ficará sem resposta a pergunta: “Porquê?” Paciência, não se pode ter tudo e os doutores da academia têm com certeza mais que fazer que ler esta página.

 

Hilda Hilst, a emoção da vida em poemas….

Se eu disser que vi um pássaro
Sobre o teu sexo, deverias crer?
E se não for verdade, em nada mudará o Universo.
Se eu disser que o desejo é Eternidade
Porque o instante arde interminável
Deverias crer? E se não for verdade
Tantos o disseram que talvez possa ser.
No desejo nos vêm sofomanias, adornos
Impudência, pejo. E agora digo que há um pássaro
Voando sobre o Tejo. Por que não posso
Pontilhar de inocência e poesia
Ossos, sangue, carne, o agora
E tudo isso em nós que se fará disforme?

Existe a noite, e existe o breu.
Noite é o velado coração de Deus
Esse que por pudor não mais procuro.
Breu é quando tu te afastas ou dizes
Que viajas, e um sol de gelo
Petrifica-me a cara e desobriga-me
De fidelidade e de conjura. O desejo
Esse da carne, a mim não me faz medo.
Assim como me veio, também não me avassala.
Sabes por quê? Lutei com Aquele.
E dele também não fui lacaia.

A Dona Lisa!!!!

Jean Piaget, revolucionando a educação!!!

Frida Kahlo, a flor com espinhos!!

Santos Dumont, nosso maior voador!!!

1873: Em Cabangu, Minas Gerais, em 20 de Julho, nasce Alberto Santos-Dumont, neto do joalheiro francês François Dumont que viera em meados do século para o Brasil.

1891: Henrique Dumont, pai de Alberto, vai com a família para Paris. –

1897: Santos-Dumont encomenda a construção de um aeróstato no qual, pela primeira vez, consegue elevar-se nos ares.

1898: Santos-Dumont faz dezenas de ascensões em balão. 1899: Alberto constrói o Santos-Dumont n.º 4. – 1901: Santos-Dumont contorna a Torre Eiffel, conquistando o prêmio instituído para quem cometesse a proeza pela primeira vez.

1904: Publica o seu livro Dans l’air.

1906: Em 23 de Outubro, sobe no seu aeroplano 14-Bis. –1909: Santos-Dumont atinge num aeroplano os 77 km por hora.

1910: Devido a doença, o aviador brasileiro dá a sua carreira de pioneiro da aviação como encerrada.

1918: Publica o livro O Que Eu Vi e o Que Nós Vemos.

1932: Morre na cidade de Guarujá.

Mercedes Sosa, gracias a sua vida!!!

Gracias A La Vida

Composição: Violeta Parra

Gracias a la vida, que me ha dado tanto
Me dió dos luceros que cuando los abro
Perfecto distingo lo negro del blanco
Y en alto cielo su fondo estrellado
Y en las multitudes el hombre que yo amo
Gracias a la vida, que me ha dado tanto
Me ha dado el oído, que en todo su ancho
Traba noche y dia grillos y canarios
Martirios, turbinas, ladridos, chubascos
Y la voz tan tierna de mi bien amado
Gracias a la vida, que me ha dado tanto
Me ha dado el sonido y el abecedario
Con él las palabras que pienso y declaro
Madre, amigo, hermano y luz alumbrando
La ruta del alma del que estoy amando
Gracias a la vida,que me ha dado tanto
Me ha dado la marcha de mis pies cansados
Con ellos anduve ciudades y charcos
Playas y desiertos, montañas y llanos
Y la casa tuya, tu calle y tu patio
Gracias a la vida, que me ha dado tanto
Me dió el corazón que agita su marco
Cuando miro el fruto del cerebro humano
Cuando miro el bueno tan lejos del malo
Cuando miro el fondo de tus ojos claros
Gracias a la vida, que me ha dado tanto
Me ha dado la risa y me ha dado el llanto
Así yo distingo dicha de quebranto
Los dos materiales que forman mi canto
Y el canto de ustedes que es el mismo canto
Y el canto de todos que es mi propio canto
Gracias a la vida

Cara, jeito e corpo….

Zilda Arns, uma vida pelas crianças.

Chico Xavier, homenagem em onze frases.

Adoniran Barbosa, a sEnsiBiliDade dO siMplEs.

Cadê a seGurAnça?!!!!!!!

Garrincha, o Gênio das Pernas tortas

Alfabetismo funcional? Oxente!!

Maradona, um craque argentino.

Zico, um craque e seus gols.

Pelé, um grande ídolo, um Rei!!!

Poder é um mulherão!!!!!!

Augusto Boal e o tEAtrO do oPriMidO

aboal-

texto boal

Poetas Concretos- Três Obras

os tresj Augusto de Campos               Décio Pignatari                  Haroldo de Campos

poemóbiles- augustopoemóbiles- Augusto de Campos

decio_pignatari_beba_coca_colabeba coca-cola- Décio Pignatari

se-haroldoSe- Haroldo de Campos

O enterro de Michael Jackson, um thriller

MJa

Robert Pattinson, um vampiro

Paterson.crepúsculo

Zé Rodrix, o templário latino americano.

Ze RoSoy latino

Ronalducho, o X-Man!!!

ronaldop

Sérgio Sampaio, um bloco na rua.

SERGIO SSSamp.

As Últimas do Michael Jackson

MJ2aMJ3-MJ-1a

George Orwell, frases.

georgeofrases g

Chico Science, um protesto

chicosciencemanguetown

Cora Coralina, dois poemas

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Ronaldo, o gordômeno.

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Madonna, uma música(like a virgin)

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like a virgin

Zumbi, a luta pela liberdade.

post1

  • 1655: Zumbi nasce livre em Palmares, Alagoas.
  • Por volta de 1662, é aprisionado por soldados portugueses. O padre jesuíta António Melo o batiza com o nome de Francisco.
  • 1670: aos quinze anos de idade foge e regressa a Palmares.
  • 1678: Pedro de Almeida, governador da capitania de Pernambuco, propôs ao chefe Ganga Zumba a paz e a alforria para todos os quilombolas de Palmares. Ganga Zumba aceita, mas Zumbi é contra, não admite que uns negros sejam libertos e outros continuem escravos. Além do mais eles tinham suas próprias Leis e Crenças e teriam que abrir mão de sua cultura.
  • 1680: Zumbi assume o lugar de Ganga Zumba em Palmares e comanda a resistência contra as tropas portuguesas. Ganga Zumba morre assassinado com veneno.
  • 1694: Domingos Jorge Velho comanda o ataque final contra a Cerca do Macaco, principal mocambo de Palmares e onde Zumbi nasceu, cercada com três paliçadas cada uma defendida por mais de 200 homens armados, após 94 anos de resistência, sucumbiu ao exército português, e embora ferido, Zumbi consegue fugir.
  • 1695, 20 de Novembro: Zumbi foi traído e denunciado por um antigo companheiro, ele é localizado, preso e degolado aos 40 anos de idade.

Rachel de Queiroz, uma poesia

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Rachel de Queiroz nasceu em Fortaleza-Ceará, em 17 de novembro de 1910 e faleceu no Rio de Janeiro em 4 de novembro de 2003. Foi eleita para a Academia Brasileira de Letras em 4 de agosto de 1977 e recebida em 4 de novembro de 1977 pelo acadêmico Adonias Filho.

Telha de Vidro

Por Rachel de Queiroz

Quando a moça da cidade chegou
veio morar na fazenda,
na casa velha…
Tão velha!
Quem fez aquela casa foi o bisavô…
Deram-lhe para dormir a camarinha,
uma alcova sem luzes, tão escura!
mergulhada na tristura
de sua treva e de sua única portinha…

A moça não disse nada,
mas mandou buscar na cidade
uma telha de vidro…
Queria que ficasse iluminada
sua camarinha sem claridade…

Agora,
o quarto onde ela mora
é o quarto mais alegre da fazenda,
tão claro que, ao meio dia, aparece uma
renda de arabesco de sol nos ladrilhos
vermelhos,
que — coitados — tão velhos
só hoje é que conhecem a luz do dia…
A luz branca e fria
também se mete às vezes pelo clarão
da telha milagrosa…
Ou alguma estrela audaciosa
careteia
no espelho onde a moça se penteia.

Que linda camarinha! Era tão feia!
— Você me disse um dia
que sua vida era toda escuridão
cinzenta,
fria,
sem um luar, sem um clarão…
Por que você não experimenta?
A moça foi tão bem sucedida…
Ponha uma telha de vidro em sua vida!

Mario Lago e a Mulher de Verdade

post7 Nunca vi fazer tanta exigência

Nem fazer o que você me faz
Você não sabe o que é consciência
Não vê que eu sou um pobre rapaz
 
Você só pensa em luxo e riqueza
Tudo o que você vê, você quer
Ai meu Deus que saudade da Amélia
Aquilo sim que era mulher
 
As vezes passava fome ao meu lado
E achava bonito não ter o que comer
E quando me via contrariado dizia
Meu filho o que se há de fazer
 
Amélia não tinha a menor vaidade
Amélia que era a mulher de verdade
 
Ataulfo Alves / Mário Lago, 1941

João Guimarães Rosa, um sertanejo

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Delírio

No parque morno, um perfumista oculto
ordenha heliotrópios…
Deixa aberta a janela…

Minhas mãos sabem de cor o teu corpo,
e a alcova é morna…
Apaguemos a luz…

Não sentes na tua boca
um gosto de papoulas?…

Passa o lenço de seda de tuas mãos
sobre minha fronte,
e não me digas nada:
a febre está, baixinho, ao meu ouvido,
falando de ti….

Chico Mendes, um seringueiro

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Francisco Alves Mendes Filho, mais conhecido como “Chico Mendes

(Xapuri, 15 de dezembro de 1944Xapuri, 22 de dezembro de 1988),

foi um seringueiro, sindicalista e ativista ambiental brasileiro. Sua intensa luta pela preservação da Amazônia o tornou conhecido internacionalmente e foi a causa de seu assassinato.

No começo pensei que estivesse lutando para salvar seringueiras, depois pensei que estava lutando para salvar a Floresta Amazônica. Agora, percebo que estou lutando pela humanidade.

Che Guevara, um revolucionário

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Ernesto Rafael Guevara de La Serna, mais conhecido como Che Guevara, foi um famoso revolucionário socialista do século XX. Argentino, nasceu na cidade de Rosário em 14 de junho de 1928. Faleceu em 9 de outubro de 1967, na aldeia de La Higuera (Bolívia).

FRASES:

“O verdadeiro revolucionário é movido por grandes sentimentos de amor.”

“Há que endurecer-se, mas sem jamais perder a ternura.”

“A revolução acontence através do homem, mas o homem tem de forjar, dia a dia, o seu espírito revolucionário.”

“A argila principal de nossa obra é a juventude. Nela depositamos todas as nossas esperanças e a preparamos para receber idéias para moldar o futuro.”

Fabrício Carpinejar, o canalha

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Aleijadinho, algumas obras

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Antônio Francisco Lisboa, mais conhecido como Aleijadinho, (Vila Rica, 29 de agosto de 1730 –     Vila Rica, 18 de novembro de 1814) foi um escultor, entalhador, desenhista e arquiteto brasileiro.                                                           É considerado o maior expoente do estilo barroco nas Minas Gerais (barroco mineiro) e das artes plásticas no Brasil, não só à época, mas durante o período colonial.

profeta Oséias profeta Oséias

aleijadi Igreja de São Francisco em Ouro Preto

aleijadinho-cristo Cristo no Horto

Cazuza, um retrato do Brasil

Não me convidaram
Pra essa festa pobre
Que os homens armaram pra me convencer
A pagar sem ver
Toda essa droga
Que já vem malhada antes de eu nascer

Não me ofereceram
Nem um cigarro
Fiquei na porta estacionando os carros
Não me elegeram
Chefe de nada
O meu cartão de crédito é uma navalha

Brasil
Mostra tua cara
Quero ver quem paga
Pra gente ficar assim
Brasil
Qual é o teu negócio?
O nome do teu sócio?
Confia em mim

Não me convidaram
Pra essa festa pobre
Que os homens armaram pra me convencer
A pagar sem ver
Toda essa droga
Que já vem malhada antes de eu nascer

Não me sortearam
A garota do Fantástico
Não me subornaram
Será que é o meu fim?
Ver TV a cores
Na taba de um índio
Programada pra só dizer “sim, sim”

Brasil
Mostra a tua cara
Quero ver quem paga
Pra gente ficar assim
Brasil
Qual é o teu negócio?
O nome do teu sócio?
Confia em mim

Grande pátria desimportante
Em nenhum instante
Eu vou te trair
(Não vou te trair)

Jean-Michel Basquiat, dois quadros

Pintor afro-americano

22/12/1960 – Nova York, Estados Unidos
12/08/1988 – Nova York, Estados Unidos

History of Black People

Florense, 1983

Paulo Freire, um educador.

Nasceu em Recife em 1921 e faleceu em 1997.

É considerado um dos grandes pedagogos da

atualidade e respeitado mundialmente.

Ler é uma operação inteligente, difícil, exigente, mas gratificante. Ninguém lê ou estuda autenticamente se não assume, diante do texto ou do objeto da curiosidade a forma crítica de ser ou de estar sendo sujeito da curiosidade, sujeito da leitura, sujeito do processo de conhecer em que se acha. Ler é procurar buscar criar a compreensão do lido; daí, entre outros pontos fundamentais, a importância do ensino correto da leitura e da escrita. É que ensinar a ler é engajar-se numa experiência criativa em torno da compreensão. Da compreensão e da comunicação.

·        Mudar é dificil mas é possível

·        A educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda.

·        Conhecer é tarefa de sujeitos, não de objetos. E é como sujeito e somente enquanto sujeito, que o homem pode realmente conhecer.

·        Eu sou um intelectual que não tem medo de ser amoroso, eu amo as gentes e amo o mundo. E é porque amo as pessoas e amo o mundo, que eu brigo para que a justiça social se implante antes da caridade.

·        Não é no silêncio que os homens se fazem, mas na palavra, no trabalho, na ação-reflexão

Carlos Drummond de Andrade, pôpurrí de poesias.

Tive ouro, tive gado, tive fazendas.
Hoje sou funcionário público.
Itabira é apenas uma fotografia na parede.
Mas como dói!

Nome:
Carlos Drummond
de Andrade

Nascimento:
31/10/1902

Natural:
Itabira – MG

Morte:
17/08/1998

Quadrilha

João amava Teresa que amava Raimundo
que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili
que não amava ninguém.
João foi para os Estados Unidos, Teresa para o convento,
Raimundo morreu de desastre, Maria ficou para tia,
Joaquim suicidou-se e Lili casou com J. Pinto Fernandes
que não tinha entrado na história

Infância

Meu pai montava a cavalo, ia para o campo.
Minha mãe ficava sentada cosendo.
Meu irmão pequeno dormia.
Eu sozinho menino entre mangueiras
lia a história de Robinson Crusoé,
comprida história que não acaba mais.

No meio-dia branco de luz uma voz que aprendeu
a ninar nos longes da senzala – e nunca se esqueceu
chamava para o café.
Café preto que nem a preta velha
café gostoso
café bom.

Minha mãe ficava sentada cosendo
olhando para mim:
– Psiu… Não acorde o menino.
Para o berço onde pousou um mosquito.
E dava um suspiro… que fundo!

Lá longe meu pai campeava
no mato sem fim da fazenda.

E eu não sabia que minha história
era mais bonita que a de Robinson Crusoé.

Machado de Assis, uma poesia para Carolina

Joaquim Maria Machado de Assis, jornalista, contista, cronista, romancista, poeta e teatrólogo, nasceu no Rio de Janeiro, RJ, em 21 de junho de 1839, e faleceu também no Rio de Janeiro, em 29 de setembro de 1908.  Considerado o pai do realismo no Brasil, escreveu Memórias Póstumas de Brás Cubas, Dom Casmurro, Quincas Borba e vários livros de contos, entre eles, Papéis Avulsos, no qual se encontra o conto O Alienista, no qual discute a loucura. Também escreveu poesia e foi um ativo crítico literário, além de ser um dos criadores da crônica no país.

É fundador e primeiro ocupante da Cadeira n.º 23 da Academia Brasileira de Letras.

Poesia escrita para sua falecida amada

Carolina Augusta Xavier de Novais.

Querida, ao pé do leito derradeiro
Em que descansas dessa longa vida,
Aqui venho e virei, pobre querida,
Trazer-te o coração do companheiro.

Pulsa-lhe aquele afeto verdadeiro
Que, a despeito de toda a humana lida,
Fez a nossa existência apetecida
E num recanto pôs um mundo inteiro.

Trago-te flores, – restos arrancados
Da terra que nos viu passar unidos
E ora mortos nos deixa e separados.

Que eu, se tenho nos olhos malferidos
Pensamentos de vida formulados,
São pensamentos idos e vividos.

Manuel Bandeira, uma poesia

Porquinho-da-Índia

Quando eu tinha seis anos

Ganhei um porquinho-da-índia.

Que dor de coração eu tinha

Porque o bichinho só queria estar debaixo do fogão!

Levava ele pra sala

Pra os lugares mais bonitos, mais limpinhos,

Ele não se importava:

Queria era estar debaixo do fogão.

Não fazia caso nenhum das minhas ternurinhas…

– O meu porquinho-da-índia foi a minha primeira namorada.

Salvador Dali, um quadro

Salvador Domingo Felipe Jacinto Dalí i Domènech,

(Figueres, 11 de Maio de 1904Figueres, 23 de Janeiro de 1989)

Conhecido apenas como Salvador Dalí, foi um importante pintor catalão, conhecido pelo seu trabalho surrealista. O trabalho de Dalí chama a atenção pela incrível combinação de imagens bizarras, oníricas, com excelente qualidade plástica.

Cartola 100 anos, um samba (as rosas não falam)

Bate outra vez, com esperança o meu coração
Pois já vai terminando o verão, enfim
Volto ao jardim, na certeza que devo chorar
Pois bem sei que não queres voltar para mim
Queixo-me as rosas, mas que bobagem
As rosas não falam
Simplesmente as rosas exalam
O perfume que roubam de ti, ai
Devias vir, para ver os meus olhos tristonhos
E quem sabe sonhar com os meus sonhos, por fim