Arquivo do mês: março 2012

O maquinista do Trenzinho Caipira

Temperamental, autodidata, “era a fúria organizando-se em ritmo”, como disse o poeta Carlos Drummond de Andrade. Há 125 anos vinha ao mundo um dos maiores compositores e divulgadores da nossa música brasileira.
Heitor Villa-Lobos nasceu no Rio de Janeiro em 5 de março 1887. Filho de Noêmia Monteiro Villa-Lobos e do músico amador Raul Villa-Lobos, Heitor começou a aprender música com o pai, que adaptou uma viola para que o filho
pudesse estudar violoncelo. Autodidata, recebeu influência de grandes artistas da época, que vinham cantar e tocar na casa de seus pais. Pesquisou o folclore brasileiro, viajando
pelo interior do país, quando entrou em contato com gêneros musicais diferentes do que estava acostumado a ouvir. Modas caipiras e tocadores de viola vieram
a universalizar-se a partir da sua arte. Em 1915, passa a apresentar-se oficialmente como compositor, sendo duramente criticado pela imprensa pela modernidade de sua música. Em 1922, participa da Semana de Arte Moderna com uma série de três espetáculos.
Em 1923 começa a ganhar a Europa. Desembarca em Paris a fim de mostrar o que já havia produzido. Se impôs em menos de um ano. Em 1930, volta ao Brasil maduro e, consciente de seu valor, faz então uma turnê em 66 cidades do país. Como Secretário da Educação Musical no governo Getúlio Vargas tornou obrigatório o ensino de música nas escolas. Em 1945 criou a Academia Brasileira de Música, no Rio de Janeiro, cidade onde morreu em 17 de novembro de 1959.
O Trenzinho do Caipira é uma composição de Heitor Villa Lobos e parte integrante da peça Bachianas Brasileiras nº 2(1930). A obra se caracteriza por imitar o movimento de uma locomotiva com os instrumentos da orquestra 1930

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