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Sarney e os marimbondos de fogo do senado.
30Junho2009 · 1 Comentário
Categorias: curtos contos
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CurtosContos-9
7Dezembro2008 · 1 Comentário


Categorias: curtos contos · texto de humor
Etiquetado: capa, corinthians, pulga, pulo, Super Herói
CurtosContos-8
5Dezembro2008 · 1 Comentário


Categorias: curtos contos · texto de humor
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Curtos Contos-7
30Novembro2008 · 3 Comentários
Argelina, na visão do Argenor, era um saco!
Sempre reclamando das coisas.
-Não, Argenor, a toalha tem que ficar dobrada pra dentro!!
-Aí não Argenor, corta na pia pra não fazer sujeira.
-Fechou a tampa Argenor?
Vinte anos de casado!!
Vinte anos de reclamação!!
Ninguém merece!!
Se pudesse, sumia.
Separar? Nem pensar.
Uma coisa que não dá pra se livrar é de ex-mulher.
Não ia pagar pensão pra bruaca. Ainda mais
sabendo que Argelina pegava dinheiro escondido da
sua carteira e guardava na poupança.
-Pelamordedeus Argenor!! Olha onde você deixou o sapato!!!
Se pelo menos alguma alma bondosa seqüestrasse a infeliz.
- Como não pensei nisso antes? Seqüestro!!
Vou me se-qües-trar!!!! Dou um susto na desgraçada,
recupero o dinheiro da poupança e volto como um herói de guerra.
Tratado a pão-de-ló!!
Naquela noite não pregou o olho planejando o próprio rapto.
Levantou mais cedo do que o normal.
Mais alegre do que o normal.
Mais rápido do que o normal.
Enquanto Argelina foi ao banheiro, colocou três
cuecas e duas camisetas na sua malinha executiva.
-Vai que a negociação é demorada, pensou .
Tomou café, resmungou um adeus e saiu deixando
a mulher a reclamar dos farelos de pão na cadeira.
No meio da tarde o telefone tocou. Argelina odiava atender.
O telefone insistiu. Argelina atendeu de mau humor.
-Alô?
-Seqüestramo seu marido!
Era o Argenor fazendo voz rouca num orelhão, com o fone
enrolado num saquinho de supermercado pra não ser reconhecido.
-Quem?
-Seu marido!
-Que marido?
-O Argenor!!
-Seqüestraram o Argenor?
-É! E queremo vinte mil pra libertar ele.
-Ele tá vivo?
-Tá ! Mas se chamá a polícia nóis apaga ele!!
-Tá bom, moço, eu pago.
Argenor sorriu e pensou convencido: – Ela me ama!!
-Mas eu quero uma prova de que ele tá vivo!
-Quer falar com o cara?
-Não! Você pode querer me enganar imitando a voz dele.
-Então o quê?
-Quero o dedo do meio da mão dele. O que tem
uma pinta com pelinho. Manda aqui pra casa que eu pago.
E desligou o telefone.
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Curtos Contos-6
27Novembro2008 · 1 Comentário
Seis da manhã.
Ponto lotado.
Gente com cara de sono.
O ônibus pára lá na frente.
A galera corre pra entrar.
Disputa um lugarzinho no coletivo.
Dificuldade da mulésta!
Povo demais!
Sacola, pacote, bolsa, criança, perna,
costa, braço, mão, cabeça, pé, guarda-chuva,
barriga, mala, pacote…tudo demais!!
Um espreme-espreme danado.
- Êh! Que troço é esse?!!! Desafasta ômi!!
- Desculpe moça! É minha marmita
procurando um forninho…
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Curtos Contos-5
25Novembro2008 · 2 Comentários
Era muito ranzinza.
Quase não saia pra passear.
Passava o dia todo sentado
olhando a rua detrás das grades
do portão da casa onde morava.
As crianças o irritavam.
Passavam correndo e gritando sem parar.
E o carteiro então? Sujeitinho impertinente,
sempre com aquelas brincadeirinhas chatas.
Se pudesse rasgava sua bolsa e
espalhava todas as cartas pelo bairro!
Ninguém o agradava. Tinha raiva de tudo.
Até da van que acabara de estacionar,
colada à sua calçada.
Que abuso! Sua ira aumentou quando
começaram a descer pessoas carregando
pedestais, holofotes, câmeras fotográficas,
malas, cadeiras, mesas, fazendo muito barulho.
Desembarcaram também algumas mocinhas magrinhas
e tão pintadas. Falavam alto. Riam.
Já ia reclamar quando uma delas lhe chamou a
atenção. Linda. Rosinha. Parecia um esqueletinho.
Pele e ossos. Mas que ossos!!! Com fatias finas de
carne a embalá-los. Paixão instantânea. Veio-lhe um
desejo desesperador de possuí-la. Um sentimento
forte. Instintivo. Coisa carnal. Não segurou.
Forçou o portão até abri-lo.
De um salto agarrou-a pelo pescoço.
- Cacete!!- gritou o motorista da van – De onde saiu
esse pit bull?
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Curtos Contos-4
24Novembro2008 · 1 Comentário
*Desenho de Saul Steinberg, um dos maiores cartunistas de todos os tempos.
ECLIPSE
-Olha paiê!! A lua tá ficando manchada!!!
-Ah filha! É um eclipse!
-Um quê?
-E-cli-pi-cê! É quando a Terra fica entre o sol e a lua!
-E quem mora na lua, paiê, fica no escuro?
-Ninguém mora na lua, filha….
-Ela tá vazia, paiê?
-Vazia!
-Ninguém, ninguénzinho, paiê?
-Ninguém filhinha….
-Nem o MST?
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Curtos Contos-3
23Novembro2008 · Deixe um comentário
O metrô tava lotado!
O vagão tava atulhado!
Todo mundo colado!
Eu espremido!! Suado!!
Começou a pintar um pânico:
- Não tô conseguindo respirar!
-Vai acabar o ar…não consigo me mexer!!
-E se essa merda parar entre duas estações?
-Preciso sair daqui!! Devia ter ido de ônibus!!
- Não vou agüentar, desço na próxima estação
e pego o busú!!
O trem parou na estação!
Entrou um baita decote! Atrás dele uma gostosona!!
Colou em mim!
Começou a pintar um clima:
- Essa merda bem que podia parar entre duas estações…..
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Curtos Contos-2
21Novembro2008 · 2 Comentários
Desde pequena esperava o Papai Noel.
Perdeu a conta de quantas cartinhas
escreveu para ele. Nenhuma resposta.
Outro natal vinha chegando.
Escreveria de novo? A última, resolveu.
Com letras miúdas preencheu a
folha em branco. O texto já sabia de cor.
O pedido era sempre o mesmo.
Envelopou e caminhou rápido até a caixa
postal mais próxima. Carregava a esperança
do desejo concretizado. Distraída tropeçou
na calçada e caiu nos braços de um homem
gordinho de barbas brancas. Pediu desculpa,
ele lhe ofereceu uma bebida. O papo rolou do
bar até a sua cama. No dia seguinte quando
acordou, ele já tinha partido. Em cima do
travesseiro ao seu lado pousava sua cartinha.
Finalmente Papai Noel havia realizado seu desejo!!!!
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CurTos CoNtos-1
19Novembro2008 · 1 Comentário
Três assaltantes entraram na padaria!
O primeiro deu um tiro pro teto e gritou:
-Todo mundo pro chão! Mão na cabeça!!
Se ninguém bancar o engraçadinho ninguém se machuca!!
O segundo se dirigiu ao caixa, enfiou o 38 na cabeça do
português e gritou:
- Passa a grana e o celular!! Não vacila que eu te apago!!!
O terceiro correu pro balcão e gritou pro chapeiro:
- Rápido, um sanduba de mortadela, grande….-e enquanto
dava uma geral no ambiente falou baixinho, mas com firmeza:
- Pra viagem!!!
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